Segue-se um anúncio muito à frente, que o vi via blog do Bruno. Como ele próprio diz é importante ouvir com som pois o som aqui é quase tudo.
E deixo também aqui uma pequena produção minha, voz, guitarra e música (pode ser necessário alguns segundos para o carregamento do tema): Já que não tenho guitarra eléctrica e depois de descobrir o ReValver posso fazer da minha acústica os sons que quiser por isso tenho também brincado quando posso com os efeitos ilimitados que podemos fazer com este tipo de software.
Estava a ver uma notícia sobre uma perseguição policial na RTPN devido a uma fuga numa operação stop do carnaval, e decidi fazer uma brincadeira para experimentar a narração do movie maker (os fugitivos conseguíram mesmo escapar-se na realidade).
A evolução dos media e televisão em particular tem se traduzido cada vez mais em reality shows e quando falo de reality shows não são big brothers mas sim todos aquele tipos de programas que não se limitam à ficção. Daí também canais como o Reality TV que integram os planos de TV por cabo serem apostas recentes e que têm mercado. A verdade também é que a nova geração e público em geral tem tendência a querer mais, e por isso pede programas, filmes que nos afectem, que nos crie sentimentos e não nos deixem na indiferença como já ficamos em relação a conteúdos que já nos cansam e não nos surpreendem. Tal como o vírus da gripe que vai se tornando cada vez mais resistente e mais forte com a evolução dos fármacos e vacinas. Devo confessar que sou uma dessas pessoas. Também gosto de ver de vez em quando algo que fuja aquilo que estamos habituados a ver, claro que dentro dos limites do que é aceitável mas pode roçar os limites e é esse equilíbrio que tem de ser exigível. O programa "Vai tudo abaixo" da Sic Radical tem um pouco disso. Através de sketchs na rua, colocando a pessoa normal que circula na rua que pode ser nosso amigo ou familiar, como um participante involuntário. O telespectador acha piada pois é fácil achar piada dos outros. Apesar do humor non-sense que abunda neste programa que pode até cair na indecência moral ou até ferir a sensibilidade de alguns, aborda por um lado também temáticas com alguma pertinência e engraçados como os dois camaradas tirados dos anos 70 que fazem da vida uma "luta política" pelos direitos dos trabalhadores, o tóxico-dependente que procura também na rua formas de angariar fundos para o seu vício, o cão salazar e o seu dono que é português mas também é negro mas que demonstram ideias racistas que mandam todos os estrangeiros para fora de Portugal. Aqui fica um cheirinho.
Um tema dos Humanos já com uns anos, que me apaixonei logo mal ouvi na altura quando surgiu mas que continua deliciosa. Sem dúvida que António Variações foi um dos melhores portugueses como autor e cantor. Letras simples mas fortes com múltiplas interpretações e melodias e estilo originais, sempre actuais. Pode ser uma comparação estúpida mas sempre associei o Variações como o Freddy Mercury português, pela genialidade.