Como Saber reforçar a liderança do Sapo - Sites "Candonga"
10 Novembro, 2007, 11:50
Aí está mais uma vez a Sapo a mostrar quem manda na Internet em Portugal com um projecto extremamente "interessante"(?!) o Saber.sapo que é uma cópia do wikipédia. Será que já se inventou tudo na internet ou mais que criar projectos e conteúdos úteis ou interessantes é importante criar estratégias que aumentem pageviews. E como ? Simples, copiando conteúdos da wikipédia. Mais cultura, conhecimento em Portugal, certificar conteúdos ? Não, aumentar as receitas.
Depois de reparar já há algum tempo ter descoberto que não só não era o único a refugiar-me no quarto a criar musica, compor, cantar, partilhar momentos de intimidade com uma guitarra, mas também ter reparado que existe muita gente pelo mundo fora mas também em Portugal (com pelo menos 2 casos já de dimensões gigantescas na net, Ana Free alvo de reportagem na Sic e Mia Rose que já trabalha num album), decidi criar um site para o efeito, chamado "Músicos de Quarto".
Por existe muito talento escondido por aí é porque o que é bom é para se partilhar e criar um ponto de partilha de conhecimento e divulgação sem qualquer fins profissionais. "Usar" e "abusar da música para realização pessoal e prazer pura e simplesmente.
Viagem no tempo na TV: Guerra Colonial e Tempos de Salazar
01 Novembro, 2007, 11:52
A televisão foi sempre coisa que me passou um pouco ao lado desde há muitos anos. No entanto dado que nos últimos tempos passo por razões profissionais o dia todo à frente do computador é me díficil chegar a casa e à noite repetir a dose. Daí que no tempo breve antes do dormir a TV tem o seu momento para tentar brilhar para mim. É complicado para ela mas eu também estou já sensível naquela parte do dia e aberto para ela.
Daí que existe alguns programas que embora não me tornem a minha agenda nocturna rígida e perca um ou outro, tento acompanhar. O meu interesse por histórias reais como os tempos da guerra colonial faz me ver o documentário que a RTP1 apresenta às terças, "A Guerra" (que bate audiências do documentário mais visto desde 2000, noticia aqui). Eu e a minha geração desconhece tudo aquilo, temos apenas conhecimento de coisas soltas que muitas delas não percebemos. Daí que ao ver esse documentário de autoria de Joaquim Furtado, consiga interligar algumas dessas coisas. Depois mais que isso sinto a guerra na pele pois é algo que não toca apenas o nosso país mas a nossa própria família, temos mesmo alguém na nossa casa (pai) que lá esteve mas que pouco fala disso. Não sei se é da idade, da maturidade ou responsabilidade mas se estes temas simplesmente não me diziam nada agora assumem outro valor e olho para o meu pai, ou outros homens que lá estiveram com outro respeito, pois apenas um delay de alguns anos e podia lá estar eu. É verdade que hoje esta geração tem outras lutas mas não aquela em que se vivia no desconhecido e a ver as cabeças de colegas espetadas em paus pelo caminho a trilhar. Além disso tudo isto ajuda a compreender certos conflitos sociais em Portugal e faz me ainda mais olhar para o povo das ex-colónias como um povo irmão.
Outro programa, na mesma senda, é a série Portuguesa "Conta-me como foi", exibida também pela RTP1 aos Domingos à noite, que conta a história duma família nos tempos de Salazar. O fascínio é o mesmo que já descrevi, ver o passado que está tão próximo de nós e nesta em particular ver pormenores da roupa, cenários, carros do tempo. É tão difícil ter filmes de histórias do nosso país e não apenas histórias que poucos nos dizem como são as americanas, e é tão bom. Depois argumentos que giram a volta de crianças sempre me agradaram, e esta é narrada pelo filho dessa família que hoje é adulta. Talvez tudo isto seja adaptado de um livro. Desconheço.
Não percebo porque parece que se esconde esta parte da história de Portugal. Boa ou má esconder não é a solução decerto e pode mesmo ter consequências negativas no futuro.
Certo é, que afinal, nem tudo o que passa na TV ou Cinema em português é mau e orientado para o dinheiro fácil. Cada um é que dá importância ao que quer.