Esta semana em Portugal ficou marcada pelo mediatismo dum assalto ao BES em Lisboa emitido em directo para a sala dos Portugueses em horário nobre com desfecho feliz (mérito das forças policiais mas também sorte que é decisiva nestes casos) mas ao tiro e com sangue.
Nós, portugueses não estamos habituados a isto. Daí que de comando na mão fiquei indeciso se queria continuar a ver emissão em directo e presenciar uma morte em directo no meu quarto, quando os refêns eram filmados com uma arma no pescoço. Repito, não estamos habituados a isto, nem eu, nem os operadores de câmara, nem os jornalistas que ponderaram a meio da emissão pará-la "porque não se sentiam à vontade para tal" (depois voltaram com uma vista mais tapada).

Os comentários no dia seguinte que ouvi, foram os esperados. Alguns pouco simpáticos para os brasileiros, que os assaltantes deveriam ter morrido todos, que as forças especiais fazem nos sentir orgulhosos de ser portugueses, que foi um sinal claro para quem quiser fazer assaltos pensar antes duas vezes.
Talvez eu seja um pouco do contra e tente ver as coisas sempre por outro do lado do que os outros vêm. Mas se concordo com algumas opiniões outras nem por isso.
Para mim pouco de bom se retira do episódio. Discordo com o facto de ser uma lição ou de ficarmos aliviados por ser um sinal para os criminosos pois na verdade subimos apenas mais um degrau neste tipo de acontecimentos, em que a escalada do grau de violência tem tendência para subir. Se antes não estavamos habituados, com esta "lição" na próxima vez os assaltantes não é por isso que vão ter mais medo porque o risco e a sua mentalidade não é como a nossa, caimos no erro ao pensar assim. Sabemos lá nós o que vai na cabeça daquelas pessoas. Passar fome, ter uma infância "fodida", sem educação, sem pais, sem atenção, sem nenhuma perspectiva de futuro, a conviver com o crime e morte todos os dias como em certas partes do Brasil. E não é preciso ser-se brasileiro para isso.
Esta "lição" de pouco bom tem para os assaltantes, parece-me que o efeito de atenuação do crime será tão reduzido que para nós nas nossas mentinhas com um mundo diferente nos possamos sentir bem. Por outro lado poderão estar mais preparados e os desfechos poderão ser outros. É uma aprendizagem para os dois lados, assaltantes e policia e nisto ninguém ganha. É uma escalada, sempre a subir e o topo é sempre mais feio.
Disto tudo a única coisa boa é o desfecho que foi muito feliz, deste acontecimento em particular. Era a única forma das forças policiais agirem ? Sim. E agiram bem.
Estava já a algum tempo a tentar ver o filme brasileiro "
Tropa de Elite" que retrata as forças especiais policiais brasileiras (BOPE) que são conhecidas por actuarem em constante guerra nas favelas contra os traficantes. E neste fim de semana aproveitei para ver. Apaixonado por filmes o mais realistas possíveis se possíveis com histórias verídicas este era obrigatório para mim já que é baseado num livro dum ex-capitão destas forças especiais,
Rodrido Pimentel. Não chega ao nível de "Cidade de Deus" mas convive claramente com ele sendo por isso um bom filme de se ver a retratar a realidade duma parte do Brasil em que o tráfico de droga funciona como se duma empresa se tratasse e que é a única saída para muitos que ou morrem à fome ou optam por este modo de vida com armas de guerra no quotidiano.
Apanhando a boleia acabei por ver um documentário do mesmo realizador,
José Padilha, que foi o
documentário que o levou a fazer "Tropa de Elite".
O documentário chama-se
Ónibus 174 e trata do que aconteceu a anos atrás em que um homem faz reféns num autocarro em que o fim é trágico e não aconselhável a pessoais mais sensíveis. No fim o assaltante sai do autocarro com uma refém colada a ele, e um policia dispara junto a ele tentando acertar mas falha e acerta na cabeça da refém. Como se este erro não bastasse a policia ao transportar o assaltante no carro da policia mata Sandro por asfixia. O documentário aborda toda a situação que foi filmada em directo com todas as imagens, e com testemunhos dos reféns que lá estiveram, pessoas próximas de Sandro mostrando o seu percurso desde pequeno, que viu a mãe a se degolada aos 6 anos por assaltantes do café onde trabalhava, e que depois foge de casa transformando-se num menino de rua que vê o seu grupo de meninos ser metralhado pela policia na chacina da candelária. Documentário só aconselhável a quem tem estómago forte e se quer deprimir um pouco com uma realidade triste.
E acho que com isto tudo se por um lado percebemos um pouco mais certas coisas, outras nos confundem ainda mais...
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Os sons que ando a bombar... o primeiro som parece os
chipmunks a cantarem.
Pum Pum I wanna make love in this club, in this club... heyyyy
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Uma das músicas da minha vida, de 1996.
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Bom tema. E já agora aproveito para partilhar uma nova plataforma para ouvir música:
Deezer.com.
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Cuidado que este post contém alguns micróbios de uma gripe que não mata mas mói.
O Sapo continua apostar nos conteúdos para Internet. Não são ideias que eu (ou possivelmente outros) já estivesse pensado mas são inovadoras ou não fossem eles a aplicá-las e têm mérito por isso. A verdade é que em Portugal mais ninguém tem os meios, capacidade de mobilização,
canais de tráfego como eles. Logo o Sapo pode dar-se ao luxo de poder investir em coisas interessantes como foi a primeira
série nacional feita totalmente para a internet que é uma espécie de morangos com açucar através da sua plataforma de vídeos (versao pt do
youtube). Não tenho os dados se foi ou está a ser um sucesso. Pessoalmente é uma coisa que parece interessante mas não me move, nem nunca vi um episódio (que sao alguns 5 min) até ao fim.
A verdade é que o Youtube revolucionou a Internet e é actualmente o maior hot spot para quem navega. O Sapo com os vídeos tem tentado explorar esta área. Os vídeos dos
Incorrígiveis com pequenos skecths e stand up comedy foram outros conteúdos que me parecem interessantes e até o
Bruno Nogueira de lá sair eu era um visitante ocasional. Julgo que o Sapo junta a vontade de criar conteúdos à vontade daqueles que se querem promover e ter protagonismo já que as receitas não devem ser avultadas para remuneração de artistas de televisão.
Agora estão prestes a lançar o primeiro
virtual reality show baseado na maior rede social em Portugal o
Hi5 e usando claro está a plataforma de vídeos para a sua difusão, com algumas parcerias como com a Ford em que o prémio final é um carro. Se vai ter impacto ao nível da internet ? É relativo. Mas acho que ainda assim que os custos que são reduzidos na produção destes conteúdos vale apena o risco.
Já agora aproveito para lamentar o serviço do Sapo ao difundir vídeos pornográficos e mais que isso difundi-los na sua
homepage e publicitando-os na secção em que diz que filmes estão a ser vistos no momento. Não sei se apenas os publicitam apenas a horas da noite pois ao visitar a home dos
videos.sapo ontem por volta das 2h da manhã para ver um vídeo de futebol fiquei chocado por ao ver conteúdos pornográficos e de adultos em destaque num site generalista como o sapo na sua homepage dos videos. A verdade é que a qualquer hora do dia os vídeos estão lá e isso mancha a marca.
Por isso Sapito aqui vai uma sugestão: criem mais um
canal pornográfico para esses conteúdos, até podem criar séries e realty shows virtuais pornográficos e tenho a certeza que vão fazer uns trocos valentes. Fica a ideia. Ah agradeço depois o
envio da minha percentagem que bem estou a precisar e comparado com os vossos lucros não vai ser nada para vocês.
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