Cresci de volta duma aparelhagem que tinha na sala. Aos fins de semanas acordava cedo, antes dos meus pais, e com as minhas cassetes onde gravava músicas da rádio e personalizava jingles juntando trechos de música e publicidade, eu fazia a minha própria rádio. Locutava sozinho e punha música, tops, publicidade, tudo. E os meus pais na cama.
Mais tarde já mais grandinho a entrar na adolescência descobri uma rádio, a Super FM. E percebi, que se fosse eu a fazer uma rádio, era assim que fazia. Era a companhia depois das aulas, da altura da estupidez, das primeiras paixões, da descoberta. Foi banda sonora de muitos momentos.
Infelizmente em 1998 a Super FM morreu. Alguém (Ediberto Lima, aquele do Big Show Sic e afins) a comprou, já num período em que a Super tinha evoluido da margem suk para Lisboa nas Amoreiras.
E foram 11 anos em que nunca mais ouvi rádio. Apenas as noticias na TSF, mas nunca mais liguei rádio para ouvir música.
Ontem voltou. A
Super FM resnasceu. E mesmo com as novas tecnologias, mp3, ipods, iphones, músicas que se saca da net, albuns inteiros, a Super continua a fazer falta. É preciso uma rádio que nos dê a música que queremos, que nos supreenda com novos sons, que seja a companhia. É insubstituível.
Benvinda Super !
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